Nº 806 l JULHO 2026 l PVP 2,50€ l PeriodicidadeTrimestral l Diretora Rosário Abreu Lima Trotinetes: sim ou não? Mobilidade nas áreas metropolitanas Como se deslocam e o que pensam os residentes do Porto e Lisboa ACP Elétrico do Ano Conheça os vencedores ACP Pingo Doce Cartão presente agora online
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AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 3 podemos antever que possam ajudar os governantes locais e supramunicipais a tomarem decisões mais afinadas? O facto de estarmos no terreno em permanente contacto com os consumidores dá-nos ainda mais força nesta responsabilidade partilhada. Sem grande surpresa face ao que advogamos há muitos anos, existe uma forte dependência do automóvel, mas também um sinal claro de disponibilidade para mudar, desde que existam alternativas mais convenientes, frequentes, diretas e fiáveis. Também aqui, importa discutir a realidade sem receios dos fiscais do politicamente correto nem conformismos. Nesta época em que milhares de famílias estão em trânsito com um carrossel climático, importa mais do que nunca olhar por si e pelos outros. Boas férias! Ao promover o debate popular e chamar à decisão os eleitores, o Automóvel Club de Portugal está a exercer em pleno a sua missão de utilidade pública sem fins lucrativos. Com cerca de seis mil trotinetes a circular nas ruas da cidade, Lisboa enfrenta hoje uma situação que carece de clarificação urgente. Sentimo-nos confortáveis com a coabitação sem fiscalização das autoridades (pese embora a câmara tenha regulado com as plataformas de aluguer uma velocidade máxima para estes veículos) ou queremos medidas que protejam quem circula na via pública e enfrenta trotinetes em sentido contrário, espalhadas em cima dos passeios, a passarem sinais vermelhos, ou em situações dignas de um filme de ação? São estas questões que estão em cima da mesa e que temos de discutir. Sem medos nem dogmas. A segurança de todos compete aos decisores, mas a responsabilidade por todos vivermos em segurança pode e deve ser partilhada. É aqui que o ACP está a exercer a cidadania no seu nível mais nobre. Contamos com a participação de todos. Desta vez em Lisboa, quem sabe se no futuro outras cidades seguirão o seu exemplo. A discussão impõe-se. Na mesma linha de ajudar ao esclarecimento e à tomada de decisões, o Automóvel Club de Portugal levou a cabo dois grandes estudos nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa. Nelas estão concentradas quase metade dos habitantes do país e, por isso, quisemos medir-lhes o pulso: o que pensam os residentes destas grandes áreas urbanas sobre a mobilidade nos 35 concelhos? Como se deslocam? E que tendências Editorial Responsabilidade partilhada CARLOS BARBOSA PRESIDENTE DO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL Sentimo-nos confortáveis com a coabitação sem fiscalização das autoridades (...) ou queremos medidas que protejam quem circula na via pública e enfrenta trotinetes em sentido contrário, espalhadas em cima dos passeios, a passarem sinais vermelhos, ou em situações dignas de um filme de ação? (...) o que pensam os residentes destas grandes áreas urbanas sobre a mobilidade nos 35 concelhos? Como se deslocam? E que tendências podemos antever que possam ajudar os governantes locais e supramunicipais a tomarem decisões mais afinadas?
4 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 AGENDA 2 DE OUTUBRO ACP Nutrição 15 DE SETEMBRO ACP Cibersegurança Receba todas as semanas a newsletter da Revista ACP Basta fazer a sua subscrição em acp.pt ou seguir o link no QR Code. SUMÁRIO Como a alimentação contribui para um envelhecimento saudável. Sessão com Daniela Dias Adquira conhecimentos e competências para se proteger contra ameaças digitais 15 DE OUTUBRO DESPORTO AUTOMÓVEL Baja Portalegre O Alto Alentejo receber a adrenalina do todo-terreno na bp Ultimate Baja Portalegre 500 48 60 6 Sócios Viagens O 1º carro de Paulo Saragoça da Matta ACP Conecta Clube homenageou 50 anos de fidelização Conheça os próximos eventos do clube Segurança Contributo do ACP para a estratégia nacional Circuitos exclusivos e viagens de autor O advogado recorda as viagens ao volante do Mitsubishi Colt-Galant PROPRIEDADE E EDIÇÃO Automóvel Club de Portugal,pessoa coletiva de utilidade pública nº 500700800 e matriculada na Conservatóriado Registo Comercial sob o mesmo número, com sede na Rua Rosa Araújo, 24-26, 1250-195 Lisboa SEDE DA REDAÇÃO Rua Rosa Araújo 24-26, 1250-195 Lisboa 213 180 100 / [email protected] DIRETORA Rosário Abreu Lima REDAÇÃO Constança Santos Francisco Costa Santos José Varela Rodrigues Mário Leite de Vasconcellos Rita Oliveira Grossinho EDIÇÃO GRÁFICA Inês Bento FOTOGRAFIA Arquivo ACP, iStock, Lusa, Afonso Cruz Pinto PUBLICIDADE Francisco Cortez Pinto Elizabette Caboz DIRETOR GERAL COMERCIAL Luís Figueiredo IMPRESSÃO Lidergraf | Sustainable Printing, com sede na Rua do Galhano, nº 15, 4480-089 Vila do Conde TIRAGEM MÉDIA 181.000 exemplares PERIODICIDADE Trimestral O ACP é alheio ao conteúdo de publicidade externa. A sua exatidão e/ou veracidade é da responsabilidade exclusiva dos anunciantes e empresas publicitárias. ISSN 0870-273X Depósito Legal nº 2675/83 Nº de Registo ERC 100226 Estatuto editorial em acp.pt Nº 806 JUL 2026 12 DE SETEMBRO ACP CLÁSSICOS Rally ACP Clássicos Prova arranca na Azambuja, passando pela Serra de Montejunto em direção a Torres Vedras e Mafra 26 DE JULHO PASSEIOS Dia dos Avós Uma viagem no tempo, pela coleção do Museu Nacional dos Coches com o ACP 10 DE SETEMBRO ACP GOLFE Ultra Sunset Tour Final A Grande Final do Circuito no Jamor, onde se vão decidir os Campeões
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6 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 “ACP é um clube, no melhor sentido da palavra” Paulo Saragoça da Matta ainda conserva na memória o cheiro do seu primeiro carro e as noites que lá passava a ouvir rádio Qual foi o seu primeiro carro? Um Mitsubishi Colt-Galant de 1973. Foi o carro da minha infância, herdei-o aos 14 anos e confesso que desde essa altura comecei a conduzi-lo. Correspondeu às suas expectativas? Totalmente. Para um miúdo de 14 anos ter um carro com boa cilindrada, lindo, quase único em Portugal, com o volante em pele à direita, estofos integrais em pele, rádio com pré-seleção de estações, faróis acrescidos de nevoeiro… enfim, era o meu sonho. Chegava a ir sentar-me dentro dele, principalmente ao serão, para ouvir rádio e ver os manómetros todos iluminados. E o cheiro, ficou-me até hoje na memória. Quais foram as primeiras viagens que fez com ele? Todas aquelas entre Lisboa, Oeiras e Cascais, para sair à noite. O que mais apreciou nele? O design, o desempenho ou a liberdade que lhe proporcionava? Tudo isso mais o facto de ser o único miúdo de 14 anos a ter um carro, que conduziu com regularidade até 1992. Sente saudades desse carro? Imensas saudades, principalmente porque investi muito nele. E não me saía era barato, porque muitas peças tinham de ser feitas e custavam fortunas. Teve-o durante quanto tempo? De 1986 a 2010. E só o perdi porque a oficina onde ele estava guardado faliu e o seu acervo desapareceu, mas depois soube que o carro tinha sido “abatido”, não oficialmente, claro. Quem foi abatê-lo oficialmente, por ter sido destruído, fui eu. Considera-se um condutor diferente do que era nessa altura? Muito. É a diferença que vai dos 15, 20 anos até aos mais de 50… Mitsubishi Colt-Galant de 1973 desenhado por Paulo Saragoça da Matta Costuma ter muitos azares na estrada? Graças a Deus, muito raramente. Quando os tem, conta com a ajuda do ACP? Conto, naturalmente. Para si o ACP é sinónimo de… Clube, no melhor sentido da palavra.• Entrevista
8 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 ACP propõe referendo às trotinetes partilhadas em Lisboa O Automóvel Club de Portugal é o promotor de um referendo municipal sobre a continuidade das plataformas partilhadas de trotinetes em Lisboa. Em causa está um modelo de mobilidade que ganhou espaço nas ruas – mas também pressão nos hospitais,desordem urbana e críticas quanto à falta de fiscalização “Concorda que o Município de Lisboa deixe de autorizar a exploração de sistemas de partilha de trotinetes elétricas no domínio público municipal após o termo das autorizações atualmente em vigor?”. A questão proposta pelo Automóvel Club de Portugal à Assembleia Municipal de Lisboa para a convocação de um referendo municipal reveste-se de grande relevância para todos os que circulam na cidade, já que a exploração de sistemas de partilha de trotinetes elétricas tem impacto direto sobre a utilização dos passeios e zonas pedonais, a segurança dos peões, a acessibilidade urbana, a mobilidade municipal, a utilização do espaço público, a atividade fiscalizadora municipal e a qualidade de vida dos residentes.O tema afeta diariamente milhares de utilizadores e residentes do Município de Lisboa, constituindo matéria suscetível de legítima apreciação pelos eleitores locais. Europa dividida Lisboa não está sozinha neste dilema. Em várias cidades europeias, o crescimento das trotinetes levou a respostas distintas. Oito anos depois da sua implementação, Braga é a última cidade a juntar-se à lista das que “Concorda que o Município de Lisboa deixe de autorizar a exploração de sistemas de partilha de trotinetes elétricas no domínio público municipal após o termo das autorizações atualmente em vigor?” Questão proposta pelo ACP à Assembleia Municipal de Lisboa para a promoção do referendo municipal Tema de Capa
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 9 Como apoiar o referendo? Ser residente e eleitor em Lisboa Ter mais de 18 anos Assinar a subscrição Nos últimos anos, a necessária procura de soluções mais sustentáveis de mobilidade tem criado oportunidades e desafios. Só em Lisboa, existem cerca de 6.000 trotinetes a circular na via pública. O que surgiu como uma opção versátil e amiga do ambiente, depressa revelou um reverso de problemas: constrangimentos à circulação na via pública e nos passeios, aumento de sinistralidade, riscos crescentes para a integridade física dos utilizadores das trotinetes e de terceiros. O Automóvel Club de Portugal, com o propósito de promover uma mobilidade sustentável, segura e inclusiva para todos os utilizadores do espaço Trotinetes em Lisboa: sim ou não? rodoviário nacional, tem sensibilizado o Governo e as Autarquias para a importância da adoção de medidas que minimizem os riscos para a segurança, como o uso obrigatório de capacete e a obrigatoriedade de seguro. Mas nenhuma foi adotada e, apesar de existir um regulamento para a circulação das trotinetes em Lisboa, a fiscalização é insuficiente ou inexistente. Dada a importância do tema, o Automóvel Club de Portugal considera urgente promover um debate sobre a utilização das trotinetes em Lisboa e que seja dada aos munícipes a oportunidade de manifestarem a sua opinião sobre esta matéria, através de um Referendo Municipal sobre a proibição ou não de aluguer de trotinetes em Lisboa. Vimos, assim, por este meio, apelar à contribuição dos lisboetas para levar o debate a um patamar mais elevado. Procuramos recolher as assinaturas necessárias para a realização de um referendo municipal e o seu contributo é fundamental. Apelamos à participação de todos os maiores de 18 anos e recenseados no Município de Lisboa, através do preenchimento da folha de recolha de assinaturas para o referendo, enviada em conjunto com esta carta, a devolver no envelope RSF. Onde? Em qualquer delegação ACP Nos pontos de recolha na via pública A decisão é sua. Exerça o seu direito cívico. A sua opinião conta. trotinetesimounao.acp.pt
10 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 proibiram a sua circulação. João Rodrigues, atual presidente da Câmara e à época o vereador que autorizou a instalação das plataformas, justifica a mudança de opinião pela realidade: “Há acidentes. Há situações de perigo. Não me aflige reconhecer problemas. Afligir-me-ia era ignorá-los (...) A cidade não é uma pista. E a mobilidade do futuro só faz sentido se respeitar quem vive a cidade todos os dias.” Bruxelas também vai proibir as trotinetes elétricas de aluguer nas suas ruas. A medida entra em vigor no início de 2027, com o objetivo de combater a condução perigosa, o estacionamento abusivo e o uso destes veículos por grupos criminosos. Madrid proibiu as trotinetes elétricas de aluguer em outubro de 2024. A autarquia cancelou as licenças dos operadores após falhas na garantia de limites de circulação e estacionamento seguro. Além disso, desde o final de 2023, estes veículos estão proibidos nos transportes públicos e, a nível nacional, o uso de capacete é obrigatório. Copenhaga chegou a banir temporariamente as trotinetes devido a problemas de estacionamento e comportamentos perigosos, mas a proibição foi levantada em 2021. Atualmente, a circulação é permitida com regras rigorosas, incluindo o uso obrigatório de capacete e o respeito pelos limites de velocidade. No Reino Unido, foram registadas mais de mil colisões num ano, com vítimas mortais e milhares de feridos. Em Paris, o caminho foi mais radical: a capital francesa proibiu as trotinetes partilhadas após um aumento de acidentes e contestação social. O debate europeu mostra que não há uma solução única – apenas diferentes formas de lidar com o mesmo problema. Tema de Capa +1.300 acidentes em 2024 +5.000 acidentes desde 2019 Dezenas de feridos graves por ano Não é raro ver trotinetes largadas em cima dos passeios ou a bloquear passagens. Há um problema real de organização
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 11 Um referendo com peso simbólico e prático A proposta do ACP coloca a decisão nas mãos dos cidadãos – e introduz uma nova dimensão no debate. Não se trata apenas de escolher entre manter ou retirar trotinetes das ruas. Trata-se de discutir o modelo de mobilidade urbana que Lisboa quer adotar: mais flexível, mas com riscos, ou mais regulado, eventualmente com limitações. A questão não é ser a favor ou contra as trotinetes. É saber em que condições podem as atuais seis mil trotinetes partilhadas coexistir com segurança no espaço urbano. Espaço público sob pressão Outro dos eixos centrais do debate prende- –se com o impacto no espaço urbano. Em várias zonas de Lisboa, o estacionamento desordenado e a circulação em áreas pedonais têm gerado conflitos com peões e residentes. O tema ultrapassa a mobilidade e entra no domínio da gestão urbana e da qualidade de vida. O QUE ESTÁ EM CAUSA • Continuidade das plataformas partilhadas em Lisboa; • Impacto na segurança rodoviária; • Ocupação do espaço público; • Regras e fiscalização insuficientes; • Referendo municipal pretende dar voz direta aos cidadãos. Carlos Barbosa PRESIDENTE ACP António Carmona Rodrigues VICE-PRESIDENTE ACP Margarida Pinto Correia GESTORA Tito Fontes ADVOGADO Francisco van Zeller EMPRESÁRIO Francisco Cortez ADVOGADO Miguel Olazabal de Almada ADVOGADO António Ferreira de Lemos GESTOR Manuel L0po de Carvalho GESTOR Miguel Horta e Costa GESTOR Manuel Cunha e Sá MÉDICO NEUROCIRURGIÃO Mafalda Sobral MÉDICA CIRURGIÃ Carmo Girão MÉDICA CIRURGIÃ Sílvia Gomes da Silva MÉDICA CIRURGIÃ Emanuel Vigia MÉDICO CIRURGIÃO Ana Mineiro PROFESSORA CATEDRÁTICA Pedro Pimentão MÉDICO ORTOPEDISTA Manuel Resende Sousa MÉDICO ORTOPEDISTA Filipa Vilarinho MÉDICA DENTISTA Fiscalização insuficiente e regras pouco claras A ausência de fiscalização eficaz surge como um dos principais pontos críticos. Apesar de existirem regras no Código da Estrada, a sua aplicação no terreno é irregular. Na prática, há um sentimento de impunidade. Vêem-se trotinetes em passeios, em contramão, sem respeito pelas regras básicas. A combinação entre utilização intensiva e controlo limitado contribui para um cenário que muitos descrevem como caótico – sobretudo em zonas de maior densidade pedonal. � Mandatários
12 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 O automóvel continua a ser não só o meio de transporte mais utilizado pelos residentes dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) como também é o meio de transporte preferido quando é necessário fazer deslocações. Transportes públicos ainda não representam uma alternativa viável. De acordo com o estudo “Tendências Urbanas de Mobilidade na AML”, produzido pelo Observatório ACP, 89% dos residentes deslocam-se quase diariamente durante os dias úteis, sobretudo por motivos Residentes não abdicam do carro, mas metade admite usar transporte público se oferta melhorar profissionais. Para as deslocações, dois em cada três (59%) residentes afirmam utilizar mais o automóvel para se deslocar e 67% consideram- -no o seu modo de deslocação preferido, sobretudo pela rapidez e flexibilidade. O transporte particular domina, mas há margem para uma transferência modal: 48% admitem recorrer mais aos transportes públicos se a frequência e horários foram melhorados; Já 31% afirmam que se deslocariam por transporte público se este tivesse mais ligações diretas e exigisse menos transbordos; Para outros 17%, o preço dos bilhetes é o principal motivo para não Mobilidade Na avaliação das políticas municipais de mobilidade, Oeiras, Barreiro e Cascais surgem como os concelhos melhor classificados pelos residentes, enquanto Setúbal é o único município a apresentar um saldo negativo na avaliação global ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 13 utilizarem mais vezes o transporte público. Ainda que o estudo indique que o transporte público é relativamente acessível para grande parte da população (80% dos residentes vivem a menos de 500 metros de uma paragem ou estação e 61% utilizaram transportes públicos pelo menos uma vez no último mês), o atual sistema é considerado pouco favorável face à satisfação dos residentes ao utilizá-lo. Um terço dos inquiridos afirma não alterar a forma habitual de deslocação por falta de alternativas convenientes, enquanto apenas um quarto diz estar plenamente satisfeito com a forma como se desloca atualmente. O Observatório do ACP inquiriu 1.850 residentes dos 18 concelhos da AML, compilando uma radiografia da mobilidade. Residentes preocupados com trânsito O uso intensivo do carro particular acaba por penalizar a mobilidade de todos. O excesso de trânsito, a escassez de estacionamento e a insuficiente fiscalização rodoviária surgem entre as principais preocupações dos residentes. O estudo revela Meio de transporte mais utilizado Base: 1.850 inquiridos (Residentes na AM de Lisboa) Motivos para a escolha do principal meio de transporte Base: 1.850 inquiridos (Residentes na AM de Lisboa) que 46% identificam o congestionamento como o maior problema da mobilidade na região, seguindo-se a falta de estacionamento (42%) e a reduzida presença policial (33%). Outros focos de preocupação passam pela segurança rodoviária. Os residentes consideram preocupante a condução distraída (48%) e o excesso de velocidade (46%), sendo o reforço da fiscalização policial a medida mais defendida para melhorar a segurança. Residentes continuam dependentes do automóvel, mas estão disponíveis para alterar hábitos de mobilidade, desde que o transporte público seja mais frequente e fiável
14 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Mobilidade Oeiras, Barreiro e Cascais lideram Entre os 18 municípios da AML, os inquiridos consideram Oeiras, Barreiro e Cascais, os concelhos com melhores políticas públicas de mobilidade. Setúbal é o único município a apresentar um saldo negativo na avaliação global. Os cidadãos consideram que a principal prioridade das autarquias deve ser o aumento da frequência e da fiabilidade dos transportes públicos, seguindo-se a criação de ligações mais diretas e rápidas e a redução do congestionamento automóvel. Mobilidade mais sustentável depende de melhores alternativas O estudo do Observatório ACP conclui também que existe interesse em soluções de mobilidade mais limpas, nomeadamente no reforço dos transportes públicos elétricos, Bicicletas e trotinetes são os transportes menos preferidos Motivos que fariam usar mais transportes Base: 1.850 inquiridos (Residentes na AM de Lisboa) embora bicicletas e trotinetes continuem a surgir entre os modos de transporte menos preferidos para utilização diária.
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16 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 O que falta a Lisboa para ser uma referência europeia na mobilidade? Mobilidade Com o estudo em cima da mesa, a questão impõe-se: o diagnóstico está feito e todos concordam. A forma para ultrapassar os problemas pôs em divergência o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente do ACP, Carlos Barbosa Carlos Moedas defende que existe uma mudança geracional na forma como os cidadãos encaram a mobilidade e aponta a gratuitidade dos transportes para jovens e idosos como exemplo de eficaz para alterar comportamentos. Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, mais de metade dos atuais beneficiários do passe gratuito não utilizava o sistema de transportes. Para Moedas, a transição para uma mobilidade mais sustentável deve ser gradual e baseada em incentivos, evitando medidas que afastem os cidadãos. Contudo, reconhece que a frequência dos transportes públicos continua a ser o principal ponto fraco. ACP exige mais ambição O presidente do ACP, por sua vez, critica a ausência de uma visão metropolitana para a capital. Entre os obstáculos a essa política macro, contam-se a insuficiente articulação entre municípios, o atraso de projetos estruturantes para a região, com potencial para retirar automóveis de circulação no interior da cidade, e falta de estacionamento: “Todos os dias entram na cidade de Lisboa 400 mil carros, é uma loucura”. E não há alternativa porque "os transportes públicos são maus". Defende, por isso, corredores BUS mais extensos, sem circulação de motos, maior frequência das carreiras, e ligações mais diretas como condições indispensáveis para haver uma utilização racional do carro. Entram em Lisboa 400 mil carros todos os dias porque não existem alternativas de qualidade "Sabemos que temos limitações, uma oferta muito agregada nas horas de ponta, mas temos oferta para servir toda a área metropolitana" Raquel Santos, diretora comercial da Fertagus
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 17 O automóvel continua sem alternativa A esmagadora maioria continua dependente do automóvel. Para o presidente do clube, a solução vai surgir quando se entender que a mobilidade começa "à porta de casa" e que muitas famílias continuam sem alternativas eficazes para as deslocações diárias, sobretudo nos movimentos pendulares entre os concelhos periféricos e Lisboa. Carlos Moedas não contesta, mas insiste que a solução passa por criar incentivos como a expansão dos parques dissuasores, o investimento na rede de transportes e o compromisso de Lisboa com a neutralidade carbónica até 2030. "O erro é pensar que as pessoas mudam porque lhes complicamos a vida", diz, afastando taxativamente a possibilidade de implementar uma taxa de congestionamento semelhante à existente em Londres: “É bom recordar que esses passos ocorrem em cidades muito mais ricas e com populações que têm um nível de vida muito diferente do de Lisboa. Seria absolutamente impensável castigar as pessoas com mais impostos”, argumenta o autarca. Estacionamento divide prioridades O estacionamento é outro tema divergente, com Carlos Barbosa a defender um forte investimento em parques de estacionamento, propondo uma redução do preço dos parques cobertos, de forma a libertar espaço público. Por seu turno, Moedas responde destacando os parques criados pela EMEL e as parcerias com empresas privadas para disponibilizarem os parques fora do horário comercial. Mais fiscalização A necessidade de reforçar a fiscalização nas ruas é defendida de forma quase unânime. Carlos Barbosa defende um Código da Estrada mais exigente, com penalizações mais severas para infrações graves, considerando que a prevenção, por si só, já não é suficiente para alterar comportamentos. Moedas, por sua vez, apela a uma mudança cultural na forma como se conduz dentro das cidades e insiste na necessidade de mais efetivos para a Polícia Municipal, lembrando que Lisboa perdeu cerca de um terço dos seus agentes nos últimos anos devido às reformas e às dificuldades de recrutamento. No final das contas, fica claro que, sem uma estratégia partilhada entre os 18 municípios, dificilmente a Área Metropolitana de Lisboa vai vencer os desafios da mobilidade. "Este estudo veio mostrar o óbvio, que a mobilidade das pessoas faz-se no conjunto da metrópole. Por isso, os 18 municípios têm de trabalhar em conjunto" Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira "O metro tem projetos para alargar a sua rede à restante área metropolitana, seguindo a tendência de fixação das pessoas fora de Lisboa" Mahomed Bashir, administrador do Metro de Lisboa "A Carris tem um papel insubstituível e temos grandes desafios de alterações de paradigmas no serviço que entrega, desde a renovação de frotas. Mais de metade dos km que a Carris faz em Lisboa são feitos por veículos eletrificados" Carris
18 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Cidadãos exigem melhor transporte público na Área Metropolitana do Porto ÁREA METROPOLITANA DO PORTO O carro é o protagonista da mobilidade na região do Porto, embora os residentes queiram usar mais o transporte público. Não o fazem com maior regularidade por falta de qualidade na oferta. Estão também disponíveis para soluções de mobilidade mais sustentáveis. Nove em cada dez residentes deslocam- -se todos ou quase todos os dias úteis, sobretudo por motivos profissionais, na Área Metropolitana do Porto (AMP). Percorrem distâncias relativamente curtas – entre dois e dez quilómetros – e concluem os seus trajetos em menos de 30 minutos. Segundo o estudo “Tendências Urbanas de Mobilidade 2026 na AMP”, do Observatório ACP, estes dados refletem uma mobilidade urbana funcional, com o carro particular a ter uma função vital e a circulação a pé para percursos de proximidade a subsistir, enquanto o transporte público não representa a melhor alternativa – mas há espaço para alterar o cenário. Cerca de 69% dos residentes utilizam o carro como principal meio de transporte, mais Mobilidade Os munícipes da Maia, do Porto e de Valongo são os que melhor avaliam o desempenho das suas autarquias sobre políticas públicas de mobilidade, enquanto Santa Maria da Feira se destaca com avaliação mais baixa
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 19 de metade deslocam-se a pé, e apenas 12% elegem o transporte público rodoviário como primeira opção. O estudo revela, contudo, que quase metade dos inquiridos utilizaria mais os transportes públicos se estes apresentassem maior frequência de serviço. Afinal, 80% reside a menos de 500 metros de uma paragem ou estação, mas isso não se traduz em níveis de utilização elevados. Linhas mais diretas e uma redução do preço dos passes também surgem entre os fatores apontados para incentivar a mudança de hábitos. As limitações da atual oferta refletem-se também nas preferências dos residentes. O automóvel continua a ser o meio preferido para circular dentro do município, sobretudo porque muitos consideram não existirem alternativas convenientes. A falta de flexibilidade e de tempo reforça igualmente a dependência do transporte particular. Trânsito e estado das vias preocupa Entre os principais problemas identificados Os residentes queixamse de acessibilidades insuficientes para pessoas com mobilidade reduzida e criticam a presença de estacionamento irregular Meio de transporte mais utilizado Base: 1.150 inquiridos (Residentes na AM do Porto) pelos residentes na AMP surgem o excesso de trânsito, o estado das estradas e passeios e a escassez de estacionamento. Ao mesmo tempo, os residentes apontam fragilidades na acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e criticam a presença de estacionamento irregular, aspetos que continuam a penalizar a qualidade da circulação urbana. Quanto à atuação das autarquias, a perceção é globalmente Motivos para a escolha do principal meio de transporte Base: 1.150 inquiridos (Residentes na AM do Porto)
20 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 positiva, embora os residentes da AMP identifiquem prioridades claras: o reforço da frequência e da fiabilidade dos transportes públicos surge como a principal medida gostariam de ver implementada; seguida da criação de ligações mais rápidas; e da redução do congestionamento automóvel. Os munícipes da Maia, do Porto e de Valongo são os que melhor avaliam o desempenho das suas autarquias neste domínio, enquanto Santa Maria da Feira destaca-se com a avaliação mais baixa. A segurança rodoviária é outro tema que os residentes consideram que os 17 concelhos devem dar prioridade. A condução distraída e o excesso de velocidade são considerados os comportamentos mais perigosos e por resolver, enquanto muitos residentes consideram insuficiente a presença das polícias na fiscalização do trânsito. Há interesse por mobilidade sustentável Apesar dos desafios, o estudo conclui haver sinais de mudança, como a existência de interesse generalizado por soluções de mobilidade mais sustentáveis, sobretudo se forem acompanhadas por uma melhoria da qualidade dos transportes públicos e pela utilização de veículos movidos a energia limpa. Mobilidade Motivos que fariam usar mais transportes Base: 1.150 inquiridos (Residentes na AM do Porto) C M Y CM MY CY CMY K
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22 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Legislação Código da Estrada: a proposta do ACP O ACP propõe uma reforma estrutural do Código da Estrada numa época em que o quadro legal atual se encontra desfasado da realidade Passaram-se 21 anos desde a última grande reforma do Código da Estrada. Atualmente, o ambiente na estrada é bastante diferente: há mais de 6 milhões de carros a circular no país, adotaram-se novas formas de mobilidade pessoal, como as trotinetes, bicicletas e scooters elétricas de uso partilhado, e há um maior leque de oferta de transportes de uso coletivo e privado. Nos últimos anos, os acidentes nas estradas portuguesas fizeram disparar os números de sinistralidade. Portugal é o sexto país da União Europeia com mais mortes na estrada; apresenta uma taxa de 55 mortes por milhão de habitantes. É um valor bastante acima da média europeia, que se fixa nas 43 mortes por milhão de habitantes. O ACP entregou ao Governo uma proposta de reforma do Código da Estrada. Carlos Barbosa, presidente do ACP, sublinha que o clube tem um papel chave nesta matéria: "A sinistralidade rodoviária em Portugal permanece inaceitavelmente acima da média europeia e os números mostram que o país não pode aceitar nem ignorar este ponto negro. O ACP quer ter um papel interventivo para reverter estes números, sendo parte da solução para uma mobilidade segura e eficiente". Fique a conhecer os três eixos estratégicos: Circulação e Regulação O ACP propõe tolerância zero (0,0g/l) de álcool para condutores profissionais, de emergência e em regime probatório. Defende também o agravamento das coimas a partir de 0,2g/l para os restantes condutores, com penalizações entre 250€ e 3.000€, consoante a taxa, com cassação do título em caso de crime ou reincidência. O uso de telemóvel passaria a ter coimas entre 500€ e 1.250€. Para bicicletas e velocípedes a motor, apela à obrigatoriedade do uso de capacete, sendo também necessário seguro de responsabilidade civil e matrícula para todas as bicicletas que circulem na via pública. O ACP propõe ainda a proibição de entrada nos transportes públicos de todos os veículos com motor elétrico. Outras medidas incluem a velocidade máxima de 30 km/hora num perímetro de 150 metros junto a escolas e hospitais, e a proibição de transporte de crianças com idade inferior a 12 anos em motociclos. Quanto à revalidação da carta de condução, a proposta prevê que seja obrigatória a avaliação médica presencial. Com olhos postos no futuro da mobilidade, a proposta defende a harmonização nacional das regras de estacionamento em postos de carregamento elétrico, com penalizações severas para ocupação
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 23 indevida, e a criação de zonas de testes regulamentadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) para veículos de condução autónoma. Educação Rodoviária e Ensino de Condução Para o ACP, a segurança começa na infância. A proposta sugere a introdução de módulos de segurança rodoviária no pré-escolar e 1º ciclo, e uma disciplina obrigatória de segurança rodoviária nos 2º e 3º ciclos, no âmbito da Educação para a Cidadania, com responsabilidade pedagógica da ANSR. No que diz respeito ao ensino nas escolas de condução, propõe a introdução obrigatória de conteúdos de perceção de risco nas aulas teóricas e práticas, além do fim da obrigatoriedade de mudanças manuais para a categoria B. Para evitar fraudes nos exames, o ACP sugere o uso de detetores eletrónicos, a abolição de percursos fixos e a monitorização por GPS. Para motociclos, é proposta a formação prática obrigatória para titulares de carta B que pretendam conduzir veículos de 125cc e o fim da autopropositura para a categoria A. A condução acompanhada por tutor deve ser limitada a locais fechados ao trânsito definidos pelos municípios, mantendo-se o rigor das horas de formação em escola. Por fim, sugere a atualização de conhecimentos: todos os encartados há mais de 25 anos devem realizar uma formação obrigatória e gratuita assegurada pela ANSR, regra estendida também a condutores com múltiplas infrações graves. Transporte de passageiros Focado no setor TVDE, o ACP quer exigências mais rigorosas para garantir a qualidade do serviço e a segurança, como a prova obrigatória de português para motoristas estrangeiros (nível A1), a apresentação de registo criminal do país de origem e a realização de um exame prático de condução. Além disso, defende a criação célere de uma plataforma que registe simultaneamente todos os serviços prestados a diferentes operadoras, para um controlo efetivo do tempo de trabalho.•
24 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Breves Pequenos embaixadores de Segurança Rodoviária ACP e Comissão Europeia unidos pela Europa No Dia Mundial da Criança o ACP Kids esteve no Agrupamento de Escolas de Alvide, em Cascais, para dinamizar um conjunto de atividades de educação rodoviária. O pátio escolar transformou-se num circuito que simulava o ambiente rodoviário, com estrada, carros e uma passadeira. O objetivo foi sensibilizar as crianças para situações reais do dia a dia: o que fazer se a bola for parar à estrada, como atravessar na passadeira, respeitar a sinalética da estrada e regras a cumprir quando vão viajar de carro. O programa do Automóvel Club de Portugal é dirigido a crianças dos 4 aos 9 anos e abrange escolas de todo o país. O impacto vai muito além das regras do código da estrada: a ideia é que torná-los pequenos embaixadores de boas práticas, junto dos amigos e familiares. A iniciativa já abrangeu quase 4 mil alunos do pré-escolar e 1.º ciclo, e mais de duas centenas de professores e educadores. • A 59.ª edição do Vodafone Rally de Portugal ficou marcada por uma onda azul, que preencheu as Zonas Espetáculo. Foram distribuídas aos espectadores bandanas com a bandeira da União Europeia, em homenagem ao Dia da Europa, comemorado a 9 de maio. Enquanto se assistia com entusiasmo às estrelas do mundial de ralis, preconizava-se o sentimento de união e o espírito europeu. Portugal celebra este ano 40 anos de adesão à Comunidade Europeia. A maior prova nacional de desporto motorizado foi um dos eventos escolhidos pela Comissão para assinalar a efeméride. No Parque de Assistência da prova, na Exponor, em Matosinhos, a Chefe de Missão da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Moreira de Sousa, juntou-se ao Presidente do ACP, Carlos Barbosa, e ao Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias. • Até sempre, David Cabral Natural do Porto, David Cabral dedicou, desde cedo, a sua vida ao desporto motorizado. Primeiro como piloto entre os anos 60 e 70, e mais tarde como dirigente desportivo, deixa um legado memorável no desporto automóvel em Portugal. Teve uma forte ligação ao ACP, tendo exercido várias funções, entre elas a de comissário desportivo, participando na organização de diversas provas, como o Rali de Portugal. Chegou a ser responsável pela delegação norte, no Porto. David Cabral faleceu a 31 de maio aos 83 anos. O ACP expressa sentidas condolências aos amigos e à família do antigo piloto e comissário desportivo. • C M Y CM MY CY CMY K
*Testado em comparação com combustíveis conforme as especi cações de nidas pela legislação em vigor. O benefício anunciado veri ca-se em utilização continuada em mais de 9500km, podendo variar de acordo com o estado do veículo, estilo de condução ou outros fatores. Saiba mais em www.bp.pt bp Ultimate permite fazer até mais 612km por ano* com tecnologia
26 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Nos termos do disposto do nº 1 do artigo 33.º e nº 3 do artigo 27 dos Estatutos do ACP, convoco a Assembleia Geral Extraordinária do Automóvel Club de Portugal para reunir na sua Sede, na rua Rosa Araújo, nº 24, 1250-195, em Lisboa, pelas 10 horas do dia 3 de agosto de 2026, com a seguinte ordem de trabalhos: ORDEM DE TRABALHOS Ponto Único: Deliberar e votar sobre a constituição, pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), de uma associação de solidariedade social sem fins lucrativos, que adotará o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com a denominação de "ACP Solidário – Associação de Solidariedade Social" (ou denominação que venha a ser validada pelo RNPC), com sede provisória na Rua Rosa Araújo, n.º 24, em Lisboa, tendo por fim principal a solidariedade social através do apoio e proteção aos cidadãos na velhice e na invalidez, a efetivar mediante respostas sociais; deliberar sobre a aprovação do respetivo projeto de estatutos, bem como sobre a atribuição de uma dotação patrimonial inicial por parte do ACP e a concessão de poderes expressos ao Presidente da Direção do ACP, Carlos de Alpoim Vieira Barbosa, conjuntamente com outro membro da Direção, para outorgar o respetivo ato de constituição praticar todos os atos necessários ao registo e instalação da referida IPSS. Se à hora marcada não se encontrar reunida a maioria absoluta dos associados com direito de voto, a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, meia hora mais tarde (pelas 10:30 horas), no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos, deliberando então com qualquer número de associados presentes. Mais se informa os Senhores Associados que o texto integral do projeto de Estatutos da nova Associação a constituir se encontra disponível para consulta, no site do ACP, na sede do ACP e delegações para exames dos sócios. Lisboa, 15 de junho de 2026 CONVOCATÓRIA Assembleia Geral Extraordinária O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL, FRANCISCO DIAS CORTEZ FERREIRA Breves A partir de agora pode renovar no ACP a sua carta de caçador ou alterar nome, morada e solicitar um duplicado do documento. Pode começar a tratar deste processo 12 meses antes da carta caducar, podendo, excecionalmente, ser renovada até cinco anos após a data da sua última renovação. São necessários os seguintes documentos: cópia do cartão de cidadão; título da carta de caçador a ser renovada (original); atestado médico (pode também ser tratado numa Delegação ACP) e registo criminal (original) ou declaração para que o ACP possa tratar do pedido do registo criminal do caçador. Agende o seu pedido através da linha do apoio ao sócio 215 915 915,ou em qualquer delegação do clube. Só lá estando se percebe o entusiasmo das 48 crianças que este ano frequentaram a 27ª edição desta ação, que contou com a presença do presidente do ACP no primeiro dia. Ao longo de uma semana os alunos, divididos em dois escalões (7-9 anos e 10-13 anos), começaram por aprender as noções de mecânica e dos regulamentos deste desporto, que tem servido de trampolim para quase todos os campeões de várias disciplinas do desporto automóvel. Seguiram-se as primeiras experiências em pista, que culminaram com a grande corrida no úlmo dia. ACP renova carta de caçador Formação Karting ACP
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28 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 ACP homenageou sócios com 50 anos de ligação ao clube O encontro de sócios mais antigos voltou a realizar-se em Lisboa e no Porto. No total, foram mais de 200 associados que receberam das mãos do presidente do ACP os seus diplomas de antiguidade. Os momentos foram devidamente registados para a história do clube e de cada um dos presentes. Para Carlos Barbosa esta “é uma homenagem que se reveste de grande significado e agradecimento pela dedicação dos sócios ao clube”. Mais de 200 sócios foram distinguidos pela sua dedicação ao clube em Lisboa e no Porto
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 29 É um tributo como este que torna possível apoiar todas as causas do ACP, da segurança rodoviária à defesa dos automobilistas, e melhorar todos os serviços, da assistência em viagem à saúde. A lealdade de décadas por parte dos sócios é também a inspiração e a razão de ser para que o Automóvel Club de Portugal continue a inovar nas respostas, preservando intacto o espírito de serviço que o distingue.•
30 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 É tempo de se fazer à estrada com toda a tranquilidade, porque com o ACP ninguém fica na berma. Reveja as vantagens da Assistência que repara ou paga e boa viagem Este verão, não fique parado 1. Assistência ao sócio, em qualquer veículo Sabia que o sócio ACP com assistência em viagem pode contar com a ajuda do clube, mesmo que a avaria se dê num carro particular que não seja o seu e nem sequer vá a conduzir? Ao chamar o ACP é socorrido pela oficina móvel com capacidade de reparação no local ou será efetuado o reboque do veículo e transporte do sócio. Para os pais com filhos adolescentes sócios é um descanso: mesmo quando saem e vão nos carros ou motos de amigos, podem sempre contar com o ACP. 2. Proteção de Avaria, para os veículos do sócio Se um veículo registado em nome de um sócio com assistência em viagem há mais de 60 dias, avariar (que tenha menos de 20 anos, até 350.000 km, seguro e comprovadas revisões em dia) e não for reparável no local, o ACP transporta-o para a oficina à escolha do sócio e paga a mão de obra, até 615€ (IVA incluído). O sócio paga apenas o custo das peças e uma franquia de 30€ (IVA incluído). Este serviço, válido em Portugal e Espanha, faz da Assistência ACP a única que repara ou paga. 3. Reparação ou oferta de pneu O serviço “Proteção de Avaria” incluído na Assistência em Viagem assegura também a reparação ou substituição de pneus. Em caso de furo ou rebentamento, o ACP assume o custo de substituição por um pneu semelhante até ao limite de 200€ (IVA incluído), bem como a mão de obra de instalação (franquia de 30€, IVA incluído). Se o pneu for reparável, o ACP paga a reparação e a mão de obra de instalação, até ao limite de 40€ (IVA incluído, isento de franquia). ASSISTÊNCIA, SEGUROS E COMBUSTÍVEL Consulte os limites, exclusões e condições completas:
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 31 4. Assistência na estrada na Europa Em caso de avaria ou acidente, os sócios com assistência em viagem têm direito a assistência aos veículos nos 48 países da Europa e da bacia do Mediterrâneo, incluindo: • Remoção ou extração do veículo; • Desempanagem ou reboque desde o local da imobilização até à oficina escolhida; • Repatriamento do veículo em caso de avaria, acidente ou por incapacidade de condução do sócio clinicamente comprovada. 5. Assistência médica em todo o mundo Em caso de acidente ou doença súbita no estrangeiro, o ACP oferece-lhe assistência médica em qualquer parte do mundo (exceto países em guerra). Inclui: • Despesas médicas até 7.500€ – Consultas, despesas cirúrgicas, farmacêuticas ou de hospitalização, em caso de doença súbita ou acidente, mediante contacto prévio com o ACP e apresentação dos respetivos justificativos. • Repatriamento do sócio – Caso o sócio fique hospitalizado, o acompanhante terá as suas despesas pagas pelo clube até ao limite de 500 € (100 € /dia). Se a hospitalização for superior a 10 dias, o clube assegura também as despesas de transporte de Portugal até ao sócio hospitalizado. • Envio de medicamentos – O clube assegura o transporte de medicamentos quando a sua necessidade for indispensável e estes não estiverem disponíveis no país onde o sócio se encontra, ficando a cargo do sócio o custo dos medicamentos e das despesas alfandegárias. • Repatriamento do sócio – Em caso de acidente ou doença grave que requeira o transporte, o ACP assegura o custo do transporte em ambulância ou outro, até à clínica ou hospital mais próximo, ou o repatriamento sanitário, se necessário. • Regresso antecipado por acidente, doença grave ou falecimento de familiar – Se estiver em viagem no estrangeiro e ocorrer em Portugal uma doença grave, acidente ou falecimento de um familiar direto, o ACP disponibiliza transporte até ao seu domicílio ou local de inumação. Conhece as vantagens dos Seguros ACP para carro e moto? MOTO | Seguro contra terceiros aos melhores preços Se é sócio com assistência em viagem, com 5 anos ou mais de carta e sem acidentes nos últimos 5 anos, pode beneficiar de ótimos preços de acordo com a cilindrada da moto, os anos de carta e o concelho de morada. Ligue 215 915 915 ou consulte a informação detalhada ao lado: Nota: Ao “sócio estrangeiro” e ao “sócio traveller” aplicam-se condições específicas de assistência em viagem, conforme os estatutos do ACP. CARRO | O seguro com preço único: 12,99€/mês Por apenas 12,99€/mês (ou 22,79€/mês se ainda não for sócio), tenha um seguro automóvel contra terceiros, válido para qualquer veículo ligeiro e onde quer que resida. Um seguro que lhe oferece ainda muitas outras vantagens, como 5 dias de veículo de substituição e assistências ilimitadas.
O grande vencedor do ACP Elétrico do Ano vai ser revelado a 16 de setembro. Faça um test-drive aos quatro vencedores das categorias, que vão estar disponíveis na sede do ACP*. Inscreva-se: 215 915 915 *Sujeito a disponibilidade. O Škoda Elroq Sportline vai para casa do participante vencedor do concurso. E vai estar disponível para test-drive dia 16 de setembro na sede do ACP. CONCURSO ACP ELÉTRICO DO ANO 2026 Os vencedores 32 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026
AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 33 PATROCINADOR PRINCIPAL: PATROCINADORES: O Škoda Elroq Sportline é o mais recente modelo 100% eléctrico da marca checa e um verdadeiro caso de sucesso. Perfeito para as necessidades diárias, este SUV compacto tem potência e autonomia suficientes para andar dentro e fora da cidade conferindo-lhe o estatuto de líder de vendas na europa, pela sua performance e preço competitivo. O ACP Elétrico do Ano vai entregar um Škoda Elroq Sportline no dia 16 de setembro ao vencedor do concurso.
34 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 CATEGORIA FAMILIARES CONCURSO ACP ELÉTRICO DO ANO 2026 Os vencedores Esta distinção confirma o posicionamento do novo Mercedes-Benz CLA como uma das propostas mais completas do segmento, combinando eficiência, tecnologia e um elevado nível de conforto Desenvolvido sobre a nova plataforma da marca para veículos eletrificados, o Mercedes-Benz CLA representa uma nova geração de elétricos, destacando-se, sobretudo, pela eficiência energética e pela capacidade de percorrer longas distâncias com um único carregamento. Outro dos pontos fortes do CLA é Mercedes-Benz CLA a sua tecnologia. O modelo integra o novo sistema operativo MB.OS e a mais recente geração do sistema multimédia MBUX, com funcionalidades de inteligência artificial que tornam a interação entre condutor e veículo mais intuitiva e personalizada. A eficiência do grupo motopropulsor, aliada a uma arquitetura elétrica moderna, permite também beneficiar de carregamentos rápidos, reduzindo significativamente o tempo necessário para recuperar autonomia. A combinação entre baixos consumos, elevada autonomia e um equipamento tecnológico de referência contribuiu para conquistar a preferência dos participantes nesta iniciativa, reforçando a aposta da Mercedes-Benz na mobilidade elétrica premium. • Potência: 224 cv • Consumo: 12,5 kWh/100 km • Autonomia: 535 km • Bateria: 58 kWh • Pot. Carregamento (CA/CC): 11 kW / 200 kW • Tempo Carregamento (CA/CC): (CA 11 kW) 6h30 de 0 a 100%; (CC 200 kW) 20 min de 10 até 80% Saiba mais aqui
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