Revista ACP julho

AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 43 parte da viagem e, depois de esgotada, o motor a gasolina assume o protagonismo, apoiado pelo sistema híbrido. Ainda assim, o custo energético foi de 60,69 euros e o total da deslocação atingiu 109,69 euros, apenas 1,58 euros acima do Diesel. Um resultado que confirma o equilíbrio desta solução, embora perca parte da vantagem habitual em percursos exclusivamente urbanos. O elétrico ainda exige planeamento No caso do Peugeot E-308, a viagem obrigou a planear três carregamentos rápidos: Leiria (6 minutos), Azambuja (25 minutos) e Grândola (34 minutos). No total, foram cerca de 65 minutos dedicados ao carregamento. O custo da energia foi de 66,65 euros e o total da viagem, incluindo portagens, atingiu 115,65 euros. Embora não consiga superar o diesel neste cenário, demonstra que as viagens longas são hoje perfeitamente viáveis, desde que exista algum planeamento. O híbrido ligeiro prefere a cidade A última posição pertence ao Peugeot 308 Hybrid MHEV de 145 cv. Desenvolvido para reduzir consumos sobretudo em ambiente urbano, beneficia menos de percursos longos em autoestrada, onde existem poucas oportunidades para recuperar energia. O resultado foi um custo de combustível de 70,72 euros e um total de 119,72 euros, confirmando que continua a ser uma solução mais adequada à utilização diária do que às grandes viagens. Lisboa–Albufeira: vantagem para o elétrico Quando a distância desce para 255 quilómetros, o cenário altera-se significativamente. O Peugeot E-308 necessitou apenas de uma breve paragem de seis minutos em Almodôvar para carregar cerca de 8 kWhe completar a viagem. O custo energético ficou nos 15,98 euros e o total, incluindo portagens, foi de apenas 39,78 euros, tornando-o na opção mais económica. O Diesel manteve um desempenho consistente, com um custo total de 57,22 euros, seguido de muito perto pelo híbrido plug-in (58,19 euros). O híbrido ligeiro voltou a ocupar a última posição, com 63,06 euros. Qual é a melhor escolha? Os resultados mostram que não existe uma resposta universal. Para quem percorre regularmente centenas de quilómetros em autoestrada, o Diesel continua a oferecer a melhor combinação entre autonomia, rapidez e custo. O híbrido plug-in é a solução mais versátil para quem alterna entre utilização urbana e viagens ocasionais, enquanto o elétrico revela uma vantagem clara em percursos intermédios, onde consegue aliar baixos custos a tempos de viagem muito competitivos. Mais do que escolher a tecnologia mais eficiente, importa optar pela que melhor se adapta ao tipo de utilização de cada condutor. Afinal, a melhor motorização para ir de férias depende, acima de tudo, da distância que se pretende percorrer e da forma como cada um viaja.•

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