AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 | 3 podemos antever que possam ajudar os governantes locais e supramunicipais a tomarem decisões mais afinadas? O facto de estarmos no terreno em permanente contacto com os consumidores dá-nos ainda mais força nesta responsabilidade partilhada. Sem grande surpresa face ao que advogamos há muitos anos, existe uma forte dependência do automóvel, mas também um sinal claro de disponibilidade para mudar, desde que existam alternativas mais convenientes, frequentes, diretas e fiáveis. Também aqui, importa discutir a realidade sem receios dos fiscais do politicamente correto nem conformismos. Nesta época em que milhares de famílias estão em trânsito com um carrossel climático, importa mais do que nunca olhar por si e pelos outros. Boas férias! Ao promover o debate popular e chamar à decisão os eleitores, o Automóvel Club de Portugal está a exercer em pleno a sua missão de utilidade pública sem fins lucrativos. Com cerca de seis mil trotinetes a circular nas ruas da cidade, Lisboa enfrenta hoje uma situação que carece de clarificação urgente. Sentimo-nos confortáveis com a coabitação sem fiscalização das autoridades (pese embora a câmara tenha regulado com as plataformas de aluguer uma velocidade máxima para estes veículos) ou queremos medidas que protejam quem circula na via pública e enfrenta trotinetes em sentido contrário, espalhadas em cima dos passeios, a passarem sinais vermelhos, ou em situações dignas de um filme de ação? São estas questões que estão em cima da mesa e que temos de discutir. Sem medos nem dogmas. A segurança de todos compete aos decisores, mas a responsabilidade por todos vivermos em segurança pode e deve ser partilhada. É aqui que o ACP está a exercer a cidadania no seu nível mais nobre. Contamos com a participação de todos. Desta vez em Lisboa, quem sabe se no futuro outras cidades seguirão o seu exemplo. A discussão impõe-se. Na mesma linha de ajudar ao esclarecimento e à tomada de decisões, o Automóvel Club de Portugal levou a cabo dois grandes estudos nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa. Nelas estão concentradas quase metade dos habitantes do país e, por isso, quisemos medir-lhes o pulso: o que pensam os residentes destas grandes áreas urbanas sobre a mobilidade nos 35 concelhos? Como se deslocam? E que tendências Editorial Responsabilidade partilhada CARLOS BARBOSA PRESIDENTE DO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL Sentimo-nos confortáveis com a coabitação sem fiscalização das autoridades (...) ou queremos medidas que protejam quem circula na via pública e enfrenta trotinetes em sentido contrário, espalhadas em cima dos passeios, a passarem sinais vermelhos, ou em situações dignas de um filme de ação? (...) o que pensam os residentes destas grandes áreas urbanas sobre a mobilidade nos 35 concelhos? Como se deslocam? E que tendências podemos antever que possam ajudar os governantes locais e supramunicipais a tomarem decisões mais afinadas?
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