Revista ACP julho

16 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 O que falta a Lisboa para ser uma referência europeia na mobilidade? Mobilidade Com o estudo em cima da mesa, a questão impõe-se: o diagnóstico está feito e todos concordam. A forma para ultrapassar os problemas pôs em divergência o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o presidente do ACP, Carlos Barbosa Carlos Moedas defende que existe uma mudança geracional na forma como os cidadãos encaram a mobilidade e aponta a gratuitidade dos transportes para jovens e idosos como exemplo de eficaz para alterar comportamentos. Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, mais de metade dos atuais beneficiários do passe gratuito não utilizava o sistema de transportes. Para Moedas, a transição para uma mobilidade mais sustentável deve ser gradual e baseada em incentivos, evitando medidas que afastem os cidadãos. Contudo, reconhece que a frequência dos transportes públicos continua a ser o principal ponto fraco. ACP exige mais ambição O presidente do ACP, por sua vez, critica a ausência de uma visão metropolitana para a capital. Entre os obstáculos a essa política macro, contam-se a insuficiente articulação entre municípios, o atraso de projetos estruturantes para a região, com potencial para retirar automóveis de circulação no interior da cidade, e falta de estacionamento: “Todos os dias entram na cidade de Lisboa 400 mil carros, é uma loucura”. E não há alternativa porque "os transportes públicos são maus". Defende, por isso, corredores BUS mais extensos, sem circulação de motos, maior frequência das carreiras, e ligações mais diretas como condições indispensáveis para haver uma utilização racional do carro. Entram em Lisboa 400 mil carros todos os dias porque não existem alternativas de qualidade "Sabemos que temos limitações, uma oferta muito agregada nas horas de ponta, mas temos oferta para servir toda a área metropolitana" Raquel Santos, diretora comercial da Fertagus

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