58 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL JULHO 2026 Segurança rodoviária esquece as estradas SÉRGIO GONÇALVES SÓCIO 27747 A propósito das notícias sobre a revisão do Código da Estrada, gostaria de deixar alguns comentários. A segurança rodoviária depende forçosamente de três fatores: condutor, viatura e estrada. Não há dúvidas a respeito dos dois primeiros fatores, porquanto os condutores são sujeitos a exame de perícia técnica e exames periódicos do seu estado físico. Já as viaturas são periodicamente avaliadas por entidades competentes em relação ao seu estado mecânico, bastando uma falha num órgão tão pouco importante como um sinalizador de mudança de direção para reprovar nesse exame. Quanto às estradas diria – sem provas, claro – que não são feitas vistorias periódicas nem passadas multas aos responsáveis pelos seus defeitos. Enquanto que os pneus sem profundidade mínima dos sulcos podem dar direito a multa, a profundidade das tampas de saneamento em relação ao piso é frequentemente uma ameaça à segurança tão grave como aquela e ninguém é multado. Outro aspeto chocante nas vias é a chamada sinalização horizontal. Compreendo que esta se vai apagando com o trânsito e é difícil estar em permanente restauro. Mas há incúrias inadmissíveis como na estrada N108, que há um ano teve uma operação de restauro do tapete ao longo de uns 450 Cartas Cartas dos Sócios m. A partir dessa data, o empreiteiro apenas conseguiu pintar o traço de uma das bermas, tudo o resto ficando à espera de um acidente pois que de noite nestas curvas dificilmente se sabe onde se encontra o centro da via ou a valeta. Multa no Terminal Intermodal de Campanhã LUÍS RODRIGUES SÓCIO 115123 Constato que na Av. Cidade de Praga, onde resido, os limites de velocidade são sistematicamente ultrapassados. Acresce que o fluxo de trânsito é ali cada vez mais intenso, incluindo veículos de ligeiros, pesados de carga e de passageiros e um considerável número de motociclos. Enviei dois requerimentos à Câmara Municipal de Lisboa, sugerindo a colocação, ou de semáforos, ou de lombas, ou de radares, ou, no mínimo, de sinalização mais explícita, tendo recebido duas respostas, similares, indicando que o problema estava a ser analisado pelos serviços, tendo decorrido, entretanto quase dois anos. Requeri, igualmente, tanto à PSP, quanto à Polícia Municipal que, no âmbito das suas competências, procedessem a ações de fiscalização, com radares móveis, mas tais ações, por terem sido pontuais, não obtiveram qualquer resultado. Semáforos no final do IC17 FERNANDO MARTINS SÓCIO 68992 Diariamente círculo no IC17 em horas de muito trânsito e verifico que ao chegar ao fim da via existem semáforos mas, pasme-se, quando abrem o trânsito que vem de Lisboa para Cascais NÃO PÁRAM e só com boa vontade e educação de alguns condutores é que se consegue entrar na Marginal. Não existe o mínimo de segurança naquele entroncamento, que carece de sinalização que dê segurança a todos os condutores. Má planificação ou poupança na construção de AE’s JOÃO SOEIRO SÓCIO 2058 Entrei, erradamente, no sentido norte/ sul numa das nossas autoestradas, quando pretendia ir para sentido sul/ norte. Para corrigir a situação tive de percorrer muitos quilómetros até encontrar uma saída para uma povoação e, depois, tive de percorrer vários outros quilómetros até encontrar nova entrada no sentido pretendido. Em Espanha e noutros países, existem, de vez em quando vias “escapatórias” que permitem a inversão de marcha, o que não acontece em Portugal. Apetece perguntar: estamos perante erros de planificação das vias ou trata-se de poupanças de construção, que redundam em custos nos consumos de combustível? ENVIE AS SUAS CARTAS PARA A REVISTA [email protected] C M Y CM MY CY CMY K
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