WWW.RALLYDEPORTUGAL.PT 58 As grandes rivalidades do Rally de Portugal Há provas que apesar de se disputarem ao cronómetro e de serem decididas em momentos efémeros se inscrevem na memória coletiva e o Rally de Portugal pertence claramente a esta categoria. Desde que nasceu em 1967 a prova portuguesa afirmou-se rapidamente como uma das mais duras e prestigiadas do mundo. Para tal contribuíram vários fatores: as deslumbrantes paisagens; o entusiástico público português; a capacidade organizativa nacional e, claro está as rivalidades e duelos ao segundo que os troços portugueses acolheram. Os portugueses “contra” o mundo Os primeiros anos não foram dominados por rivalidades “clássicas”, mas por uma tensão constante entre pilotos nacionais e a crescente presença internacional. Na estreia, em 1967, numa prova que contou com 72 equipas inscritas, José Carpinteiro Albino bateu António Peixinho, num sinal claro de que Portugal não era apenas anfitrião, mas também protagonista através dos seus pilotos. Porém, a vitória de Tony Fall em 1968 ditou uma mudança radical na prova: os melhores pilotos europeus começaram a encarar Portugal como prova obrigatória e isso criou uma rivalidade entre os nacionais e os estrangeiros que marcaria as próximas edições. Em 1969, Francisco Romãozinho devolveu o triunfo ao País, num rali que era ainda uma maratona de regularidade, onde vencer significava “errar menos” do que ser simplesmente mais rápido. Mas nos anos seguintes, o rali internacionalizou-se definitivamente: Simo Lampinen, Sandro Munari ou Björn Waldegård começaram a dominar classificações. É aqui que surge a primeira “rivalidade estrutural” da prova: Portugal vs. os especialistas nórdicos e centro-europeus, num rali que, paradoxalmente, nivelava tudo – estradas abertas, longas ligações e condições imprevisíveis. Na década de 70, uma figura destaca-se: Markku Alén. Vence em 1975, repete em 1977 e 1978, e torna-se o primeiro grande “senhor de Portugal”.
RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc2MDEwOQ==