Revista ACP Dezembro

É uma realidade incontornável, faltando apenas saber quando é que vai ser posta em prática: os carros autónomos estão aí, ainda em fase de testes, mas já a serem conduzidos para ocupar um papel central no futuro da mobilidade. Os prognósticos mais ponderados admitem que daqui a 30 a 40 anos os autónomos vão dominar a forma como o ser humano se desloca. Um carro autónomo usa uma grande variedade de tecnologia para detetar o que o rodeia, desde radares, luz de laser, o GPS e mesmo visão computorizada. Os avançados sistemas de controlo interpretam a informação sensorial de forma a identificar os percursos de navegação, assim como os obstáculos e os sinais mais relevantes. 18 DEZ I 2018 O potencial dos carros autónomos em termos de benefícios incluem a redução dos custos da mobilidade e da infraestrutura e o aumento da segurança através de uma significativa redução da sinistralidade rodoviária, com menos mortos e feridos e também menos prejuízos económicos. Estudos mostram que os carros autónomos aumentam a fluidez do trânsito e melhoram enormemente a mobilidade de camadas da população como crianças, idosos, deficientes e pessoas com menores rendimentos. Além de libertar o ser humano da tarefa da condução, os carros sem condutores vão diminuir o consumo de combustível ou energia (tudo indica que a mobilidade irá ser também elétrica). E também a necessidade de estacionamento vai ser menor, pois uma das economias em forte crescimento é a da partilha, potenciando o conceito de Mobilidade como um Serviço. É caso para dizer que esta tecnologia emergente vai ser realmente disruptiva. A era moderna dos carros autónomos começou há 14 anos e em modo de competição. Foi num dia de março de 2004, numa prova organizada pela DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa). No deserto de Mojave, perto de Las Vegas, os veículos sem condutores tinham de fazer um percurso de 240 km em terrenos fora de estrada. Encorajada pelos bons resultados, a empresa Google criou o seu projeto de carros autónomos em 2009. Pouco O FUTURO CONDUZ-SE A SI PRÓPRIO Reduzir a sinistralidade em 90%, reduzir a poluição e garantir mobilidade aos setores de população que já não conduzem são alguns dos benefícios dos carros autónomos

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