Revista ACP março

8 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL MARÇO 2026 Governo fez regressar bonificação no ISP, Bruxelas torce o nariz, défice espreita e a incerteza domina mundo A instabilidade num dos principais centros globais de produção e circulação de petróleo levou os mercados a antecipar possíveis perturbações no abastecimento, pressionando em alta o preço do crude que registou já a maior subida desde 2022, com um elevado potencial de contagiar toda a economia mundial. Para se ter uma ideia dos efeitos deste conflito, a 9 de março, o preço do barril de Brent, referência para a Europa, ultrapassou os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, valores muito acima (cerca de 42%) do preço médio considerado pelo Ministério das Finanças no Orçamento do Estado para 2026. Escalada dos combustíveis alarma mercados e consumidores O choque nos mercados energéticos refletiu-se rapidamente em Portugal, com o litro do gasóleo a ultrapassar os dois euros. A almofada no ISP é suficiente? Perante o aumento abrupto dos preços, o Governo optou por reativar um mecanismo de mitigação fiscal através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), uma medida já utilizada durante a crise energética provocada pela guerra na Ucrânia. O objetivo passa por atenuar o impacto das subidas semanais nos preços finais pagos pelos consumidores. Assim, na primeira atualização após o início do conflito, foi aplicado um desconto extraordinário, e temporário, de 3,55 cêntimos por litro no gasóleo. Sem este apoio, o aumento médio teria atingido os 23 cêntimos por litro; com a intervenção fiscal, a subida ficou em cerca de 19 cêntimos. Tema de Capa Agência Internacional de Energia, que inclui Portugal, decidiu libertar 400 milhões de barris de petróleo para conter subida dos preços

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