Revista ACP março

46 | AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL MARÇO 2026 Mobilidade elétrica quase triplica num ano Estudo do Observatório ACP sobre "Mobilidade Elétrica em Portugal" mostra que o mercado dos veículos eletrificados está está a ganhar escala e maturidade O ano de 2026 surge, assim, como um momento de viragem: a eletrificação deixa de ser um nicho para se afirmar como uma tendência no horizonte próximo da mobilidade automóvel. Assim, 9% dos condutores portugueses possuem um automóvel 100% elétrico, quase o triplo face aos 3,5% registados em 2025. Este crescimento reflete uma mudança consistente na forma como os consumidores encaram a mobilidade, com a eletrificação a ganhar espaço nas decisões de compra, impulsionada por razões ambientais, económicas e tecnológicas. Parque automóvel em mudança A par do crescimento dos elétricos, o parque automóvel português revela sinais de uma renovação gradual. Se por um lado cerca de 38% dos automóveis em circulação têm mais de 15 anos (menos cinco pontos percentuais do que no ano anterior), por outro lado aumentam as viaturas mais recentes, com menos de quatro anos. Também ao nível das motorizações se notam mudanças relevantes. Os veículos a gasolina voltaram a ganhar terreno, com um aumento de 11%, enquanto os automóveis a diesel continuam a perder expressão no conjunto do parque automóvel, registando uma quebra de 18%. Metade admite trocar de automóvel Tal como a adoção dos elétricos, a intenção de substituir o automóvel aumentou de forma expressiva. Atualmente, 49% dos condutores admitem trocar de carro nos próximos um a cinco anos, um valor que representa mais 25% face a 2025. Entre as opções consideradas, os veículos eletrificados (híbridos, híbridos plug-in e elétricos) já representam cerca de metade das preferências. Em paralelo, cresce também a predisposição para optar Mobilidade por um automóvel 100% elétrico: 55% dos condutores consideram provável escolher esta solução na próxima compra. Motivações e barreiras à compra Segundo os dados do estudo do Observatório ACP os custos de utilização mais baixos e a expectativa de evolução tecnológica estão entre os principais fatores que impulsionam o interesse pelos veículos elétricos. Ainda assim, subsistem obstáculos relevantes. O preço inicial elevado continua a ser a principal barreira, a que se juntam dúvidas relacionadas com a autonomia, o tempo de carregamento e a perceção de que ainda existem poucas oficinas especializadas. Ano do automóvel que habitualmente conduz Universo: Residentes em Portugal com carta de condução que conduziram nos últimos 3 meses Base: 1200 inquiridos (amostra aleatória)

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