AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL MARÇO 2026 | 3 oportunidades para fazer reformas há muito adiadas. Sem falar do efeito colateral de a A8 se ter tornado, efetivamente, uma alternativa real à A1 – pese embora o cenário das áreas de serviço abandonadas – da rede de estradas, ferrovia, linhas de alta tensão e até a construção civil, são muitas as reformas que podem e devem ver agora a luz do dia. Com um PRR aos soluços e em contrarrelógio, surge agora um PTRR que se espera célere e eficaz na sua execução Com um PRR aos soluços e em contrarrelógio, surge agora um PTRR que se espera célere e eficaz na sua execução. Há vontade, há necessidade e quem ficou sem casa, empresas ou bens pessoais, não pode esperar. Bruxelas concorda, mas não há almoços grátis. Está na mão do Governo tomar as rédeas do processo e fazer acontecer. E cá estamos de novo às voltas com a escalada do preço dos combustíveis. Até quando não sabemos, mas a receita dos anteriores governos mantém-se: uma almofadinha bonificada no ISP e é esperar que os mercados estabilizem. Mais uma oportunidade perdida para reformar o sistema fiscal sobre o setor automóvel, altamente penalizadora da economia. Seis anos, seis ministros e uma média de 600 mortos nas estradas por ano. Um número que nos envergonha enquanto sociedade, com consequências diretas na economia e nos contribuintes. Sem estratégia para atacar de frente e pela raiz a insegurança rodoviária, sucedem-se os anúncios de boas intenções, de acertos de pormenor e desfilam governos e ministros aparentemente sem olhar para o elefante na sala. O novo ministro da Administração Interna herda, é certo, um trabalho gigante na reforma da proteção civil, e na verdade a expetativa é de que faça uma reforma de alto a baixo. Por isso mesmo, pode e deve aproveitar a energia de quem começa para gizar uma estratégia nacional de segurança rodoviária, adaptada à realidade e com foco na eficiência. Um bem precioso para a economia, para a saúde e para os cidadãos. A tempestade que se abateu na região centro do país em finais de janeiro deixou um rasto de destruição massiva, mas, bem vistas as coisas, abriu toda uma janela de Seis anos, seis ministros e uma média de 600 mortos nas estradas por ano. Um número que nos envergonha enquanto sociedade, com consequências diretas na economia e nos contribuintes Editorial Oportunidades perdidas e outras a não perder CARLOS BARBOSA PRESIDENTE DO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL
RkJQdWJsaXNoZXIy Mjc2MDEwOQ==