Revista ACP dezembro

AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL DEZEMBRO 2025 | 3 E nada mais aconteceu desde então, exceto pré-anúncios de anúncios que anunciavam a revelação da famigerada estratégia nacional. Quando teremos todos plena consciência da responsabilidade que é conduzir um veículo motorizado? E mesmo que ande a pé ou de bicicleta a pedal, circulamos na via pública? Quantas mais mortes e feridos serão necessários? Que impacto no PIB será suficiente para agir? Nesta época festiva, em que muitos milhares se deslocam para as reuniões familiares e de amigos, nunca é demais recordar: conduza sem pressa, faça pausas e nada de olhar para o telemóvel. Chegar bem, é chegar vivo. A todos, um Santo Natal e um Ano Novo cheio de saúde e alegria. • A questão serve para múltiplos temas da sociedade, mas volto a um que todos teimam em atirar para debaixo do tapete. Todos os dias, sem exceção, entre 1 de janeiro e 13 de novembro, morreu uma pessoa vítima de acidente rodoviário nas estradas portuguesas. Nesse período, registaram-se também todos os dias, repito, todos os dias, 396 acidentes, 7 feridos graves e 124 ligeiros. Atrás destes números oficiais estão famílias destruídas, serviços de emergência em alerta permanente, urgências de hospitais em colapso, custos na saúde, na segurança social, no mercado laboral e na economia em geral. Tudo isto em 317 dias... a que falta juntar o mês de dezembro, um dos maiores contribuintes para a sinistralidade rodoviária. Perguntará o caro sócio, mas porque nada muda? A falta de vontade Quando teremos todos plena consciência da responsabilidade que é conduzir um veículo motorizado? E mesmo que ande a pé ou de bicicleta a pedal, circulamos na via pública? Quantas mais mortes e feridos serão necessários? Que impacto no PIB será suficiente para agir? política surge à cabeça de uma boa lista de motivos. Olhemos para o básico. Para atacar um problema, é necessária uma estratégia – seja de ordem familiar, económica ou social. Se o problema é nacional, coletivo e absorve tantos recursos humanos e financeiros ao Estado, torna-se imperioso traçar um roteiro. No caso, uma estratégia nacional de segurança rodoviária que teima em não ver a luz do dia, governo após governo. Precisamente há sete anos, o Observatório ACP produziu um documento com medidas urgentes e de implementação imediata para travar a sinistralidade rodoviária. Nessa altura, o país estava já sem estratégia desde 2015, sendo que muitas das medidas nunca foram concretizadas. Seguiu-se um desígnio europeu, a "Visão 2030", com a meta da redução de 50% das mortes até o início da próxima década. Plano que em Portugal não passa das boas intenções. Todos os dias, sem exceção, entre 1 de janeiro e 13 de novembro, morreu uma pessoa vítima de acidente rodoviário nas estradas portuguesas. Nesse período, registaram-se também todos os dias, repito, todos os dias, 396 acidentes, 7 feridos graves e 124 ligeiros Editorial De que estamos à espera? CARLOS BARBOSA PRESIDENTE DO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL

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