Revista Classicos - dezembro
C orria o ano de 1961 quando a Jaguar apresentou no Salão de Genebra um modelo que viria a ser um dos seus maiores ícones: E-Type. Sessenta anos depois, o fabricante vai pegar em dois desses modelos – o coupé 9600 HP e o roadster 77 RW (uma referência às suas matrículas) – e restaurá- los para fazer uma edição especial com seis de cada um. Assim, para o ano, irá nascer o Jaguar E-Type “60 Edition”.Os novos modelos inspirados nos originais vão apresentar-se com as mesmas cores escolhidas pela marca há seis décadas: Opalescent Gunmetal Grey e British Racing Green, respetivamente. No segredo dos deuses estão ainda os preços para estes exclusivos restomod, bem como que tipo de atualizações possam ter ao nível de macânica. Recordando agora a história do Jaguar E-Type em 1961, foi um carro tão aguardo quanto sensacional, no momento da sua exibição aos convidados presentes no Parc des Eaux Vives. Inicialmente, estava apenas prevista a apresentação da versão coupé em Genebra, mas face à grande procura por parte do público em testar o modelo, o patrão da Jaguar decidiu à última hora enviar também o roadster. E foi assim que na véspera da abertura do salão os dois modelos se fizeram à estrada durante toda a noite a tempo de chegarem à Suíça, no dia 15 de março. Considerado como um dos mais belos na história automóvel, o E-Type de 1961 chegou a ser o carro mais rápido do mundo graças aos seu motor 3.8 com cinco cilindros em linha de 265 cv de potência e capaz de chegar aos 242 km/h. A beleza e elegância das suas linhas arrancaram suspiros a Enzo Ferrari, que reconheceu ser também “o carro mais belo do mundo”. O carro mais famoso da Jaguar foi obra de Malcolm Sayer, um engenheiro aeronáutico que passou a dedicar-se à criação de modelos da marca de luxo britânica 18 ACP CLÁSSICOS
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