Revista Classicos - dezembro

15 ACP CLÁSSICOS Pietro Frua foi um reconhecido designer de automóveis, sobretudo modelos italianos dos anos 50 e 60 a Portugal em 2017 proveniente da República Checa. Agora, totalmente restaurado, foi vendido a um colecionador holandês. “Quando comprámos o carro pensávamos que estava melhor em termos de conservação mas os restauros que ele sofreu, nomeadamente nos EUA, revelaram- se pouco profissionais obrigando a um processo de recuperação muito exaustivo. Mesmo assim e por se tratar de um modelo raro não hesitámos em adquiri-lo porque foi uma boa oportunidade”, afirma Mattias Hinz, sócio da Scuderia Azzurra. Foram 18 meses de um intenso processo de recuperação ao nível da carroçaria, tratamento da chapa e parte mecânica, mas o maior desafio está no interior deste Maserati. “Utilizámos a camurça para revestir o interior, estofos incluídos. Aliás, era este material que vinha referido na documentação de origem. E isso, vem agora reforçar o nível de luxo deste carro”, adianta Hinz. O Maserati 5000 GT foi na sua época o carro mais caro do mundo “mais que um Maserati Ghibli ou um Ferrari GTB, por exemplo”, esclarece ainda. Embora este modelo tenha sido produzido em 1966, a história do Maserati 5000 GT começa em 1959 quando foi apresentado no Salão de Turim. O seu êxito deveu-se em grande parte ao Xá da Pérsia, Mohammad Reza Pahlavi, que ao ter gostado de conduzir um 3500 GT (o primeiro modelo de produção da

RkJQdWJsaXNoZXIy ODAwNjI=