Revista ACP Dezembro

6 DEZ I 2018 Trotinetas à solta acumulam queixas Chegaram, rolaram e convenceram: as trotinetas elétricas praticamente invadiram o centro de Lisboa e são o fenómeno da moda, um facto que se comprova pelas mais de 120 mil viagens realizadas em cerca de mês e meio. A questão é que poucos utilizadores cumprem o Código da Estrada, sobretudo no que toca à segurança. A isto soma-se o enorme risco de haver pessoas sem experiência de condução, como os menores de idade, a circular nestes frágeis veículos por entre táxis, autocarros e restante tráfego. Um dos incumprimentos mais flagrantes refere-se à falta de É o fenómeno da moda mais recente nas ruas de Lisboa, mas também uma dor de cabeça para peões e automobilistas: assustam no passeio e intrometem-se no trânsito, apesar da sua fragilidade. A lei existe, mas parece que ninguém fiscaliza as trotinetas elétricas, que já têm causado acidentes Um dos incumprimentos mais flagrante é a falta de uso de capacete, obrigatório por lei uso de capacete, obrigatório para estas viaturas, segundo o Código da Estrada. Outra ilegalidade muito frequente é a circulação destas trotinetas elétricas nos passeios, por entre os peões e em zonas comerciais. É também nos passeios da cidade que se comete a terceira ilegalidade mais visível: o estacionamento desordenado das trotinetas, uma prática proibida por lei, mas que é promovida pela Câmara de Lisboa, que anunciou ter criado já 55 pontos de estacionamento, "a maior parte em cima do passeio, mas em locais que não perturbem a passagem de peões", explicou fonte da autarquia. Ao todo, estão previstos 90 pontos de estacionamento de veículos partilhados (trotinetas e bicicletas), alguns deles em atuais lugares de estacionamento para automóveis. A Câmara de Lisboa não divulgou para já os dados relativos à fiscalização destas viaturas por parte da Polícia Municipal, mas uma volta pelo centro da cidade

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