Revista ACP - Maio

17 MAI I 2016 75 km/h Todos sabem que a velocidade do impacto é que define as suas consequências, o que poucos conseguem é... imaginar as consequências Existem diversos fatores que podem influenciar a magnitude de um desastre, mas a velocidade excessiva contribui decisivamente para que o resultado seja grave. As consequências do impacto dependem sempre da velocidade a que circula o veículo. Assim, se por exemplo circular a 75 km/h e embater contra um objeto, o resultado em tudo seria próximo ao de uma pessoa cair da Torre de Belém, isto é, de uma altura de 30 metros. UM IMPACTO MONUMENTAL Cristo Rei 110 m Torre dos Clérigos 76 m Torre de Belém 30 m 190 km/h 275 km/h FIA LIDERA MOBILIDADE À LA CARTE O caminho para resolver alguns dos desafios da mobilidade passa por oferecer aos utentes soluções à medida, elaboradas com base nas suas necessidades individuais. A da Federação Internacional do Automóvel (FIA) lidera um grupo de trabalho para o desenvolvimento estratégico em toda a Europa deste serviço, que foi apresentado em Bruxelas pelo Presidente do ACP ao Comissário Europeu para a Investigação, Inovação e Ciência, Carlos Moedas. No final do encontro, ambos se mostraram confiantes no futuro da mobilidade sustentável, em que o utente é o centro de toda a ação. “Inovar o setor dos transportes, desbloqueando o potencial de cada um é o nosso principal objetivo”, sublinhou Carlos Barbosa. MOTAS NA FAIXA BUS SÓ AGORA EM VIGOR E APENAS EM TRÊS VIAS A medida foi notícia há um ano e três meses, mas só agora é que vai entrar em vigor e de forma muito limitada face ao original: as motas vão poder finalmente circular na faixa BUS em Lisboa, mas, para já, apenas em três artérias, por opção do executivo camarário, que promete alargar a medida mediante os resultados. As vias contempladas são as avenidas Calouste Gulbenkian e Berna e a Rua Braancamp. Para o vereador do CDS-PP, João Gonçalves Pereira, autor da proposta original aprovada em 2015, "esta nova proposta é muito poucochinho face ao que apresentámos, revelando pouco arrojo e nem sequer especifica a data em que entra em vigor". Segundo Gonçalves Pereira, "ainda assim mais vale tarde do que nunca, pois é benéfica em termos ambientais e vai ajudar os lisboetas a enfrentar o caos das muitas obras que Lisboa vai sofrer até às eleições autárquicas de 2017".

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